terça-feira, 28 de julho de 2009

conversas em surdina

Adoro quando estamos deitados, aconchegados, confortáveis e conversamos baixinho, quase no limiar do som e rimos, baixinho também, até o sono chegar...
Lembro-me tanto de fazer isto com a minha irmã, com as minhas primas, também com o meu cara-metade e, desde que o P. nasceu, com os meus filhos.

No sábado à noite, estava aconchegada com a T., na sua cama minúscula e ela ía-me dizendo enquanto me fazia festas no cabelo:
- Mãe, agora eu sou a mãe e tu és a filha, está bEEM? - ela tem uma forma engraçada de acentuar o final das perguntas.
- Ok.
- Eu sou a mãe Ana e tu és a filha Nani, está bEMM? - de onde é que vieram estes nomes?
- Sim.
Fez-me comida imaginária (pratos tão apetecíveis como feijão-com-chantili, frango-com-chocolate...), lavou-me o cabelo, vestiu-me o pijama e por fim, deitou-me - tudo isto sempre deitada ao meu lado e a falar em baixinho.
- Mãe, posso adormecer ao teu colo? - pergunto-lhe eu.
Aí ela levanta-se, fecha os olhos e coloca a mão na testa, com a palma virada para fora (a outra mão na cinta) e diz-me do alto dos seus 2 anos:
- Ai filha, tu tem "paxiênxia"!

Não consegui aguentar o riso em surdina e dei umas gargalhadas que em souberam pela vida!

3 comentários:

Rita Costa disse...

Simplesmente delicioso :)

Mas como a T. Fala bem... o meu Guguinha ainda é tão patareco :))))

Ana Paula disse...

:) que bom que vos revejo

Jocas

Paulita

Fitinha Azul disse...

ahahahahah do melhor!!

Beijocas